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quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Questão: 

Entre o preto e o branco há cores?

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segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Desilusão 

A palavra certa no momento certo.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2005

Dúvida 

Sabes, meu caro? Não sei se alguma vez partilharei contigo este meu frémito de escrita. Espero que sim, mas hoje já não será.

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terça-feira, 6 de setembro de 2005

Outono 

Digo-te: as memórias são o mais importante. Repito-to, não me contradigas. As memórias são o mais importante.
Não insistas, estás enganado. Nem vale a pena.
Basta recordar, não? O cheiro a chuva molhada, os lanches açucarados no café da esquina, a relva verde em frente ao edifício, o calor abafado e insuportável das salas quando o tempo se nos apresentava desta forma. O Outono traz-nos a chuva, a preguiça e os sonos desencontrados, não é, meu caro?
Por favor, não me interrompas. Quero continuar isto sem perder o fio à meada.
Aqueles fins de tarde solarengos, aquele pó que se levantava das obras ao lado e que poluía toda a casa (e o carro, lembras-te?) e aquele jardim e o conjunto de água a que hiperbolicamente chamávamos de lago. Ninguém chegou a cair lá, pois não? Pelo menos que o saibamos.
Sim, cada vez tenho menos dúvidas. As memórias são o mais importante.
E que mais, meu amigo? As revistas, os gyros alemães e os hamburgers europeus, já para não falar dos Pregos solares e do Bife marinho? E o arroz com ketchup, e as conversas perdidas e achadas a meio da noite e até, muitas vezes, ao raiar do dia. Os cobertores no sofá, os Eurogoals, as revistas e os jornais, os puzzles, os posters e as bandeiras nas paredes, a sala de jantar, a Caverna e a televisão.
Sim, meu amigo, as memórias são o mais importante. Lembras-te?
O frio e o calor, deslumbrantes lá fora e invertidos cá dentro. E o maldito esquentador, que ninguém entendia. O Trivial, o Senhor dos Anéis, o King e o Risco. Sim, principalmente o Risco. E as pessoas, meu Deus, as pessoas. Tantas, mas tantas, que se as paredes contassem demoravam muito tempo a fazê-lo.
Podia continuar aqui horas e horas a desfiar as memórias. Sim, porque as memórias são o mais importante.
Concordas comigo, certamente, em como foram os anos mais importantes da tua vida. Decerto partilhas esta visão comigo. Tu e outros.
Tu és os outros.

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