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sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Proposta 

Anúncio nº 230913971936

Dá-se:


Oferece-se, como bónus, pessoa estrangeira com noções de responsabilidade, escrita e inteligência bastante superiores, mas com igual mania da perseguição, e com inconveniência e capacidade de elaborar comentários muito a despropósito relativamente semelhantes.

Obs. 1: Disponho-me a pagar para que as levem para longe.
Obs. 2: Seguem embrulhadas e prontas a consumir. Validade ilimitada. Stress garantido. Trabalhos subavaliados também.

Contacto: Gerência do blog.

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quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Carolina Salgado 

Confesso, no passado Domingo passei uma vista de olhos pelo livro escrito pela mão de outra senhora que não ela e que é top de vendas em todo o lado.

Abri descontraidamente, até porque aquilo nem tem nada a ver comigo. Tem a ver, indirectamente, com a instituição Futebol Clube do Porto, da qual sou (orgulhosamente) associado, e com a vida pessoal do presidente dessa mesma instituição (o qual muito admiro), Jorge Nuno Pinto da Costa (PC).

Para além de eventuais gracejos sobre o fantástico método de evitar o reconhecimento de gases de PC pelas pessoas que os rodeavam, o livro é uma tristeza. Aproveitamento para mostrar fotos pessoais, vingança pura, mulher magoada a tentar magoar quem a magoa, ...

Meias-afirmações, insinuações, coisas da boca para fora sem provas de qualquer espécie... Estes é que são os documentos infalíveis que vão condenar PC? Palavra de um contra palavra de outro. Fico contente. É que ainda vai ser ela a ser presa, pois pelo menos um crime já admitiu - o do envolvimento no espancamento do vereador socialista da Câmara de Gondomar, Ricardo Bexiga.

O resto? Estou para ver.

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segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Para ti 

Gosto de olhar para a minha vida e ver tudo o que fiz de bom. E de mau. Sim, porque (também) sou má pessoa. E fico contente por me dizerem, por vezes e com uma amizade interessante, que me desejam tudo de bom na vida. Eu não sou assim tão bom, apesar de também não ser assim tão mau.

Espero que contigo esteja a ser bom. Porque és tu, que te aproximas a uma velocidade vertiginosa, quem me tem apoiado em momentos difíceis. Não muito difíceis - aliás, longe disso, para gáudio meu. Mas tens estado lá, mesmo quando chateio e aborreço e sou picuinhas e sou provocador. E te testo. E te sinto. E te abraço.

Este é um post de agradecimento. Pessoal, claro. Personalizado, claro. Com muito do que me povoa, claro. Com bastante de algo que nem sei bem o que é, claro.

Neste momento, em que viajas aqui dentro e aí fora, estou aqui. E aí também. Penso em ti, revejo-te em mim. Vejo-te.

Lembrei-me. De ti. Só isso.

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Retorno 

"O bom filho a casa torna". Habituamo-nos a ouvir lugares comuns, acostumamo-nos a que as palavras tomem as dimensões de sentimentos e de vidas que por vezes não vivemos, mas que gostamos de apreciar à mesma.

Gostamos de notar o que passa. O que se passa. Onde se passa. Aqui, ali, onde? Ali! Onde já estiveste, onde agora há apenas um grande desfiar de memórias em que gostas de viajar. E lembras-te de coisas que há muito estavam esquecidas, e que sabes que não significaram nada para ti, pois esqueceste-te. As memórias que tens mais frescas, as que recusas esquecer, as que estão presentes todos os dias, são as que realmente significam. Ou não?

E olhas. E observas, all over again. Porque tudo é diferente. Desde o 053 à Monte, desde o ICS até à Ala Psiquiátrica do S. Marcos, mas principalmente olhas para as pessoas. Novas. Todas novas e... novinhas. Impressionante o (não) envelhecimento das pessoas; parece que tu mudaste, mas aqui tudo se mantém inalterado - nostalgia a falar, nitidamente.

Os ritos de passagem, a passagem em si, as despedidas e as pessoas que pululam a tua mente já não existem - foram todas embora, a não ser os Velhos do Restelo que ainda aqui andam, e sempre andarão enquanto puderem (impressionante como esta gente não se farta disto!).

A realidade que vês é outra. Sinais dos tempos, diríamos, quando olhamos para lá da nossa memória e somos confrontados com a realidade abstracta de algo que sempre foi, sempre será um sítio de passagem.

Onde viveste aqueles intermináveis cinco anos da tua vida.

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Switcher 

Sim, sou um switcher. Pois, o que eu quero dizer é que mudei. De janelas para maçãs, como muito boa gente tem feito e não se tem dado mal. Muito pelo contrário.

Eu explico: mudei para melhor. Não é algo com que se nasça, é apreendido durante a vida. É como não gostar da FIAT durante anos, e depois ver a LUZ olhando para a Alfa Romeo e todos estes fantásticos modelos que têm saído, e babar com o Brera estacionado na minha garagem (que é comum, infelizmente, tomara eu que a máquina fosse minha...)

Mas voltemos à história das maçãs e porque troquei janelas por maçãs. Ontem, um senhor chamado Steve Jobs, que tem vindo a levar uma empresa mundialmente conhecida para uns caminhos mais populistas, teve o prazer de anunciar algo de novo. Refrescantemente novo. Aliás, é possivelmente a minha prenda de Natal do próximo ano. Sim, do próximo ano, o deste ano já passou e o produto em si (uma maçã) só chega no final do ano à Europa.

Os menos atentos não fazem a mínima ideia do que estou a falar. Eu só depois de abrir os olhos (com o meu brinquedo novo, que foi a minha prenda de Natal deste ano...) é que passei a prestar atenção. Mas tenham calma, se não seguiram os links que deixei em cima, já vos dou uma pista muito grande...



(O brinquedo novo...)

O meu novo desejo (bem como daquele senhor) é este:



Um iPhone.

Aceitam-se donativos...

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

A favor da despenalização do aborto, claro! 

Por duas razões muito simples:

1 - Não acho que deva ser o Estado de direito a decidir o que se deve fazer no que respeita a uma decisão de aborto - a decisão é de cada um, certamente não é tomada de ânimo leve (sim, tenho em atenção as decisões tomadas apenas "porque sim", e sei que acontecem...) e nós só temos que respeitá-la.

2 - Não me parece justo que mulheres continuem a ser penalizadas juridicamente por fazerem abortos - é abusivo, preconceituoso e uma grande hipocrisia.

Ou então podemos continuar a fechar os olhos e ir a Espanha ou a "curandeiras" fazê-lo... Ou até, quem sabe, curar as mazelas da má administração de medicamentos (com efeitos no feto e na mãe) no nosso querido Serviço Nacional de Saúde.

Por favor, não me venham com tretas sobre a questão da vida humana, e o que está em risco, e crianças indefesas, crueldade, etc. - farto de hipocrisias ando eu. O que está em causa é mesmo a despenalização do aborto, e não tratar as pessoas que o fazem (pelas mais variadas razões...) como criminosas.


Eu não fecho os olhos. E vocês?

P.S. 1 - Este post não tem conotação política. É meu e só reflecte o meu modo de pensar.

P.S. 2 - Pessoal em Espanha... Saludos!

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