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domingo, 29 de julho de 2007

Comentário do dia 

A solidão domingueira é complicada de lidar.

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sexta-feira, 13 de julho de 2007

Preconceito vs Decencia 

Ao longo da minha (ainda curta, espero...) existência, tenho vindo a ser presenteado com muitos galenteios. Como todos vocês, de resto. Muitas formas de nos verem, de nos caracterizarem, de nos categorizarem. Ou seja, mostrarem como somos por palavras, como se pudessem compactar-nos de forma a cabermos onde querem.

Caixas, caixinhas... e caixões. É um exagero, mas vocês percebem onde quero chegar. Caber em algum lado, nomeadamente para pessoas complicadas, difíceis, é sempre complicado. Mesmo que o lugar seja espaçoso e arejado.

A questão dos rótulos, sejam eles negativos ou positivos, não deixa de ser interessante. Considerando-me uma pessoa com preconceitos (penso que todos o seremos), torna-se difícil para mim contactar com pessoas que, aparentando uma aura de superioridade, se dão como "menos preconceituosas do que os outros".

É curioso, pois a maior parte das pessoas que assim se autodefinem são, na realidade, os maiores preconceituosos que conheço. Dou-lhes o mérito de, pelo menos na aparência, tentarem alterar isso de forma significativa - mas, por outro lado, acabam por o ser quando começam a frase por "Eu não quero ser preconceituoso/a, mas..."

Acho que me posso considerar preconceituoso relativamente a pessoas não-preconceituosas. Faz algum sentido? Para mim faz. Porque são, por vezes, essas pequenas diferenças que tornam situações insustentáveis.

Mas, por acaso, desta vez fui um gajo decente. Desta vez, repito.

Um preconceito não é antagónico a decência. Mas, para mim, este "vs" faz sentido.

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terça-feira, 3 de julho de 2007

Pessoas 29382973 

É curioso como, quando menos esperamos, e vindas de onde menos esperamos, aparecem pessoas. Invisíveis durante um tempo, visíveis noutro. Aparecem. Não pululam, como cogumelos - apenas surgem, como curvas no caminho. Várias curvas, como um caminho em que vamos seguindo e em que vamos ganhando mais e mais.

Curioso como todas essas pessoas são tão reais. Tão imaginativas, vivas, desenhadas, quem sabe até autografantes, e agradáveis. São pessoas, como outras tantas com que nos cruzamos todos os dias, mas que calham de criar uma curva no nosso caminho.

São reais, insisto. Porque andam aí escondidas, em caminhos diferentes mas paralelos (ou, se calhar, perpendiculares), até que se cruzam com o nosso caminho. Numa qualquer encruzilhada da vida. Quando menos esperas. Quando menos sabes o que fazer. Quando menos estás preparado para isso. E quando tentas lidar bem com situações inesperadas.

Por vezes, tenho pena de não poder aproveitar ao máximo essas novas pessoas. Retirar delas todo o potencial.

Não as desperdiço, desenganem-se. Simplesmente, não posso aproveitar tudo o que devia. Tudo o que me poderiam vir a oferecer.

São momentos da nossa vida, em que estamos nos sentimos aprisionados, como imagino que uma pessoa de família real se sente. São príncipes e servos desencontrados, em fases diferentes da vida, em dimensões diferentes, e que se vêem mas não se comunicam como deve ser (sim, estou a ser elitista. Claro que faço parte da realeza, e os outros da plebe!). Porque estão em diferentes dimensões da realidade.

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