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quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Agradecimento 

E, por vezes, recebemos telefonemas que nos surpreendem e agradam.

Obrigado!

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quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Múltipla Escolha 

"Para os Russos, ser e estar é a mesma coisa." (O. Nesterenko)

Ser e estar é a mesma coisa. Ou seja, ser num sítio e estar num sítio é a mesma coisa. Claro que sim, no plano meramente físico. Estar e ser é fundirmos o nosso ser com o espaço onde vivemos. Mas não será comodista?

Ser e estar é mais ou menos a mesma coisa. Há dias em que ser é mais ou menos o mesmo que povoar um sítio, estar presente, vivenciar, sentir, seja esse sítio o local onde estamos ou não. Ser é mais ou menos estar. Mais estar, menos estar, ou mais ser e menos ser. Estar e ser, num ritmo giratório. Quem nunca se sentiu a ser levado pela corrente? Mas gostamos de ser levados por ela?

Ser e estar não é a mesma coisa. Ser é ser, estar não tem nada a ver. O que somos depende de onde estamos, mas não somos o local onde estamos. Por vezes, acredito mesmo que não fazemos parte dos sítios onde estamos. Distantes, longínquos, a pensar em situações bem longe daqui. A viver apenas por viver. A passar por cá, e a pensar que aproveitamos a vida.

São fases. Em que somos onde estamos, em que não somos o que estamos, em que somos mais ou menos o que e onde estamos.

O frio e a chuva fazem disto.

(P.S. Ser e estar são dois verbos que não são utilizados na língua Russa, estando subentendidos nas expressões utilizadas.)

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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Frio 

Às vezes apercebo-me que sou ligeiramente diferente dos demais.

Gosto do frio. Sim, gosto do frio. Sei lá porquê, não faças perguntas parvas. Sinto-me confortável quando sinto frio. Sinto que faz parte de mim. Adoro tempo frio (não chuvoso, óbvio), o chamado frio seco.

Não te sei explicar a sensação que tenho, honestamente. É como se fizesse parte dele. Como se ele me abraçasse, e me desse a entender que gosta de mim como gosto dele. Como se um frio seco fosse o meu ambiente natural. Nunca me esquecerei da Salamanca friorenta que me acolheu há uns anos largos muito por causa disso.

O Outono e o Inverno são estações do ano que recebo, pois, com bastante prazer. Gosto do começo da queda das folhas, da mudança do tempo, dos dias mais curtos, dos agasalhos, dos cobertores. No entanto, detesto cachecóis e luvas. Outra vez essa pergunta? Sei lá porquê. Sei que não gosto deles, pronto. Por mais frio que esteja, detesto apêndices.

Convém fazer uma ressalva: também gosto de me sentir com frio porque sei que depois, algures, vou estar quente. É aquela história do cão do Pavlov. Sim, estou a comparar-me a um cão. E depois? Hoje parece que estás para embirrar. Adiante.

Para mim, não há nada que se compare ao calor da casa no Inverno.

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domingo, 4 de novembro de 2007

Urgência em viver. 

A vida tem destas coisas. Mudamos, crescemos, vivemos cada vez mais. Muitas vezes, sem destino. Aproveitamos o que nos é dado, pedimos o que nos é negado, forçamos o que aparece, ajudamos o que merece e sentimos que não devemos nada ao que não merece.

Vivemos, decidimos e seguimos os nossos passos, trilhando outros. Vemos como nos comportaríamos, e decidimos que estes não seremos nós. Seremos outros. Olhando para trás, por vezes, e sem medos. O que somos somos - o que seremos é desconhecido.

A urgência em viver. Reflectida, de vez em quando, na loucura (a boa loucura, não a que nos desvaira e faz perder noção da realidade) que nos faz viver um pouco mais. Está bem, eu admito - com algum desvairio, com algum teste de limites. Pode não ser viver mais, mas é certamente viver de forma diferente.

Isso mesmo, a testar limites, a testar reacções. Concordo, um certo saber que nada temos a perder. Saber que podemos arriscar - e que, se não arriscarmos, estamos a perder algo. Porque o mal está em quando não arriscamos, quando não vivemos.

Turbilhão. Um pequeno furacão remói-me por dentro, mostra-me o vazio que me encurrala. Recuso-me a viver a pensar que perco algo. Que me está a falhar algo. Vazio. Um vazio cheio, mas vazio. Falta algo. Falta sempre algo.

Urgência em viver. Deixem-me voar. Ajudem-me a voar. Tirem-me daqui! Porque se não é aos 26 anos, quando será? Teremos mais oportunidades? Teremos mais vidas? Teremos, nesta vida, mais alguma vez um frémito tal que apetece fazer loucuras, perder a cabeça, tornarmo-nos outros, ganhar mais connosco? Sair deste invólucro (sei, é frase feita, mas é o que sinto).

Viver. Arriscar. Sentir. Experienciar as coisas boas e más. As vitórias e as derrotas. Perder vergonhas.

De repente, com uma meditação pouco cuidada, apercebo-me que há passados que me parecem um pouco vazios. Um pouco sem sal. Tal como o presente parece algo sem algum sal. Mas com imenso açúcar. Com imenso para dar. Como um mundo cheio de oportunidades. Na tal urgência em viver.

Às vezes, o Mundo, tal como o conhecemos, parece pequeno demais. Parece que o quero abraçar e conhecê-lo todo. Ser uma imensidão de pessoas, que estão em todo o lado e a toda a hora. Saber mais, tentar mais, estar mais.

Tenho uma grande urgência em viver. E se, por um lado, gosto dela, assusta-me. Por ser tão vívida e nítida. E porque, honestamente, tenho medo de não conseguir aplacá-la.

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