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terça-feira, 29 de julho de 2008

Relato de uma tarde bem passada 

Sento-me. Olho. Cheiro.

Sinto. Capacete posto, viseira para cima. Sem luvas a amaciar o contacto com a dura e áspera superfície do volante, aguardo impacientemente a largada para os dez minutos de aquecimento.

Sinto. Ajeito-me no assento. Assento é uma forma elegante de chamar à cadeira de estádio que faz de banco desportivo. Cinto de segurança? Embraiagem? Nada disso. Isto é um kart!

Sinto. É curioso como sinto aquele frio, aquele nervoso miudinho, que se instala quando estamos prontos para embarcar em algo que gostamos. Momentos que aguardamos com impaciência de há um ou dois meses para cá. Onde estão os amigos, familiares, todos junto para passar um bom bocado. Assistir ao modo como as pessoas sorriem por baixo do capacete e olham para todo o lado, comentando algo de última hora, e convictas que vão divertir-se na próxima meia-hora.

Vejo. Olho para os lados. Vejo os sorrisos, as provocações, o homem-aranha, os empurrões e as brincadeiras enquanto um dos ajudantes está a ligar os motores. A gasolina aquece, o motor aquece. Tu próprio aqueces e retesas os músculos. A ansiedade é grande.

Sinto, vejo. Enfim, o momento. Viseira para baixo, que os primeiros já arrancaram para o aquecimento.

Penso. O truque é simples: começar por tirar o carvão aos pneus nas primeiras duas voltas, conhecer os limites da pista nas seguintes, tentar dar uma volta boa a partir da sexta voltinha. Em dez minutos, seis a oito voltas já é muito bom quando não se conhece o traçado.

Vejo, sinto. Conhecer a pista, ver os despistes na primeira curva (e rir, claro), ver os cuidados com que se abordam os primeiros desníveis do traçado - seja por ser uma experiência nova ou por ser uma antiga, ou porque não se sabe como o kart reage.

Sinto, vejo. A partir daí, és tu e o alcatrão. As rodas pliçam, o kart escorrega. Escorrega mesmo, rai's parta, o sacana não pára de saltar nas curvas. Vejo, ao longe, os "artistas" a dar saltinhos no kart para ver se ele anda mais depressa. Na recta, todos se baixam um bocadinho, colando o capacete ao volante para impedir que o vento atrapalhe o melhor tempo por volta.

Sinto, vejo. É lindo assistir a tudo isto. É lindo ultrapassar, lutar por ultrapassar, fazer uma curva de uma forma mais agressiva, lutar para que o kart deslize o menos possível.

Vejo, tacteio, ouço. Aqui, outros sentidos desaparecem. Mantenho a visão, o tacto e a audição. Não sinto cheiros e, se falo, é para mim próprio.

Sinto, vejo, falo, racionalizo, tacteio, ouço, penso. Eu e o kart somos um só. Nervosos, com vontade de ganhar e de perder o mínimo de tempo possível.

30 linhas que reflectem 10+20min em Braga. Daqui a dois meses, a 27 de Setembro, 10+30 em Leiria.

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domingo, 27 de julho de 2008

Fazer, dizer = nada. 

Há momentos em que nada, absolutamente nada, que possas dizer vai melhorar as coisas.

E ainda é pior quando não há nada que possas fazer.

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quarta-feira, 23 de julho de 2008

(no subject) 

Também me lembro, muito bem mesmo, de quando chovia.

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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Nota mental: 

Estar comigo é como estar com Deus, mas melhor.

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domingo, 20 de julho de 2008

Porque sim. 

Porque não te dei metade do que devia;

Porque só te dei a outra metade;

Porque fui bem menos do posso ser;

Porque fui bem mais do que costumo ser;

Porque viste o melhor em mim, quando nem eu o entrevejo;

Porque viste o pior de mim, quando o vejo perfeitamente.

Não sei se vais ler isto, mas precisava de to dizer.

Porque não mereço o que ouvi da tua boca.

Desculpa.

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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Decisões tomadas e não revogadas 

Nunca sabemos se tomamos as decisões certas.

Momentos em que se pensa voltar atrás, momentos (em maior número, sem dúvida) em que se tem a certeza da justiça da decisão que se tomou. Momentos em que o cérebro, pura e simplesmente, não processa.

Palavras por dizer marcam-nos. Mas continuo a achar que a solução mais fácil era ignorar e continuar a viver sob o tamanho dessas palavras que não conseguiria dizer.

Conversas relembradas doem. Podes acreditar.

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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Desculpa. E obrigado. 

É difícil exprimir por palavras imagens mentais.

Gostava de ter jeito para desenho, seria um quadro notável.

Que nos marcaria, como a vós, com os personagens desses quadros.

Em que pedimos desculpa e agradecemos ao mesmo tempo.

Desculpa. E obrigado.

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