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terça-feira, 30 de março de 2010

Pessoas que nos surpreendem 

Imagina que uma pessoa pode ser uma gota.

Uma gota molhada de orvalho matinal. Que aparece, existe, que se sente ali a teu lado. Que se desenvolve - mostra-se, denuncia-se. Dá-se a conhecer pela forma como vai caindo.

Enquanto arqueia as sobrancelhas, vinca as narinas, sorri incessantemente por trás das lentes - como se no sorriso (e no riso em que se perde o fôlego, mesmo que envergonhado) estivesse a salvação. Dá "um passo à frente e dois atrás". Porque perde a confiança, o rumo, a maneira de olhar para o espelho e dizer: "Sou eu. E eu sou tudo."

No fundo, penso para os meus botões, é uma gota molhada de chuva intensa e perene. Um perene que pode não durar para sempre, mas que durará ainda bastante. O suficiente. Como vestidos em montras de lojas caras - ali estão, em exposição e abandonados, a ser cobiçados e sem se mexer.

Não deixo de pensar que acabamos por, a certa altura da nossa vida, perder a inocência. Perder o que nos faz mais puros e, digamos, fracos. E, nessa encruzilhada, decidimos o que vamos ser.

Sensíveis ou.. Não.

(Mudei a banda sonora do blog.)

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sexta-feira, 26 de março de 2010

Livros 

Mas antes...

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quarta-feira, 24 de março de 2010

Constatação do dia 

CONTRA TUDO E CONTRA TODOS!

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45 minutos 

45 minutos. Podes tratar-me por tu. Esqueci-me das chaves.

Medo.

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terça-feira, 23 de março de 2010

E hoje.. 

Hoje apercebi-me que o nosso passado fica mesmo gravado no sítio onde o escrevemos. Onde deixamos os nossos sentimentos, as nossas forças e fraquezas, as nossas exaltações e os nossos itálicos, os nossos bolds e os nossos turbilhões.

Às vezes, penso se conseguirás, tu que estás desse lado, aceder aos meus turbilhões passados e senti-los como eu os senti. Como os senti, não - como tu os sentes, como os vês, como os segues por mim.

As injustiças, as dores, as alegrias, o exibicionismo, a loucura, o frenesim.

Os medos e as certezas.

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quarta-feira, 17 de março de 2010

Constatação de um facto: 

Há pessoas que são lufadas de ar fresco na nossa vida.

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quinta-feira, 4 de março de 2010

Sem título, porque não precisa. 

Sabem, sempre gostei de manhãs de nevoeiro.

Recordo-me, quando era rapazinho (sim, eu já fui mais novo..), de ficar a olhar em direcção ao mar da janela da casa da minha avó, com o nevoeiro a distorcer formas, pessoas, autocarros, carros, prédios, gestos e natureza.

É engraçado que uma das recordações mais vívidas da minha adolescência seja andar de bicicleta num dia de Verão que amanheceu exactamente como este: sentir o nevoeiro na cara, as gotas pouco constantes na face, braços e pernas. O friozinho agradável de ver o nevoeiro a rodear-nos.

Subitamente, sinto falta desses tempos. Jogar futebol a toda a hora, acordar cedo e sem sono (algo que já não me lembro o que seja..), andar de bicicleta - ser mais livre do que sou agora.

Tomara que volte o bom tempo, mais que não seja para umas corridas ao sábado de manhã e domingo ao fim da tarde no Parque da Cidade. Para, pelo menos, recordar melhor esses tempos.

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