quarta-feira, 16 de maio de 2007
Madeleine
Esperei uns dias antes de me expressar sobre este assunto, pois achei que devemos sempre tentar analisar este tipo de situações da forma mais fria e distanciada possível.
Portanto, e na minha opinião, continua a ser um pouco precoce analisarmos a situação toda do rapto da miúda por um motivo: não temos em nossa posse todos os dados necessários. No entanto, algumas considerações:
- já todos estamos habituados a algum sensacionalismo dos nossos media. A verdade é que, como li há dias não sei onde, damos mais importância a isto do que a uma tragédia da dimensão da do Darfour. No entanto, e como desta vez a polícia parece estar a fechar-se (e bem) em copas, as notícias têm-se baseado sempre no mesmo: suposições ou a mera comunicação de como está o ambiente no local do rapto/desaparecimento. Agora já há um suspeito, que diz ser bode expiatório. Será que não o é mesmo? Palavra final para os media britânicos, que simplesmente se chateiam por não terem pormenores. É o costume, nem vale a pena incomodarmo-nos.
- quanto à aparente falta de cuidado dos pais, li no Público do passado dia 9 que, em surdina, era comentado pela maior parte dos casais estrangeiros que estão no nosso All-Garve que poderia, indeed, ter acontecido a qualquer um. Não tem a ver com ileteracia, nem com qualquer tipo de formação profissional - penso que é uma questão de hábito. Pelo que percebo, neste resort as pessoas sentiam-se protegidas e seguras, e daí o aparente facilitismo com que a família brindou as suas crianças. Como se costuma dizer, casa roubada, trancas à porta.
- para mim, o importante aqui é mesmo perceber algumas pontas da história:
1- Os pais (ou algum casal amigo, num sistema rotativo que pelos vistos existia) foram, de facto, verificar como estavam as crianças de meia em meia-hora ou, como dizem os empregados, nunca lá foram? O que falhou aí e porque falhou?
2 - A janela estava de facto aberta?;
3 - Como é possível ninguém ter visto ninguém a sair do resort com "uma criança debaixo do braço", por assim dizer?;
Para terminar, considero que a polícia está a fazer um bom trabalho. Com resultados duvidosos, mas também porque me parece que isto não foi feito por amadores. Diria que foi tudo bem planeado, bem pensado e ainda mais bem executado. E, arrisco-me a afirmar, com conivência de alguém de dentro do aldeamento.
Quanto à solidariedade relativamente aos pais... Eu acredito que é assim que deve ser feito. Já mal devem estar eles por a criança ter desaparecido. E, acima de todos, eles sabem que estiveram mal.
Para terminar, duas hipóteses: ou a miúda já está muito longe, ou então já está morta.
Portanto, e na minha opinião, continua a ser um pouco precoce analisarmos a situação toda do rapto da miúda por um motivo: não temos em nossa posse todos os dados necessários. No entanto, algumas considerações:
- já todos estamos habituados a algum sensacionalismo dos nossos media. A verdade é que, como li há dias não sei onde, damos mais importância a isto do que a uma tragédia da dimensão da do Darfour. No entanto, e como desta vez a polícia parece estar a fechar-se (e bem) em copas, as notícias têm-se baseado sempre no mesmo: suposições ou a mera comunicação de como está o ambiente no local do rapto/desaparecimento. Agora já há um suspeito, que diz ser bode expiatório. Será que não o é mesmo? Palavra final para os media britânicos, que simplesmente se chateiam por não terem pormenores. É o costume, nem vale a pena incomodarmo-nos.
- quanto à aparente falta de cuidado dos pais, li no Público do passado dia 9 que, em surdina, era comentado pela maior parte dos casais estrangeiros que estão no nosso All-Garve que poderia, indeed, ter acontecido a qualquer um. Não tem a ver com ileteracia, nem com qualquer tipo de formação profissional - penso que é uma questão de hábito. Pelo que percebo, neste resort as pessoas sentiam-se protegidas e seguras, e daí o aparente facilitismo com que a família brindou as suas crianças. Como se costuma dizer, casa roubada, trancas à porta.
- para mim, o importante aqui é mesmo perceber algumas pontas da história:
1- Os pais (ou algum casal amigo, num sistema rotativo que pelos vistos existia) foram, de facto, verificar como estavam as crianças de meia em meia-hora ou, como dizem os empregados, nunca lá foram? O que falhou aí e porque falhou?
2 - A janela estava de facto aberta?;
3 - Como é possível ninguém ter visto ninguém a sair do resort com "uma criança debaixo do braço", por assim dizer?;
Para terminar, considero que a polícia está a fazer um bom trabalho. Com resultados duvidosos, mas também porque me parece que isto não foi feito por amadores. Diria que foi tudo bem planeado, bem pensado e ainda mais bem executado. E, arrisco-me a afirmar, com conivência de alguém de dentro do aldeamento.
Quanto à solidariedade relativamente aos pais... Eu acredito que é assim que deve ser feito. Já mal devem estar eles por a criança ter desaparecido. E, acima de todos, eles sabem que estiveram mal.
Para terminar, duas hipóteses: ou a miúda já está muito longe, ou então já está morta.
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